terça-feira, 13 de abril de 2010

Numa tarde sem fim

Amo o que é simples
O começo
O puro
O não mexido
O inocente
O não descoberto

Nada paga o prazer de desvendar o mistério
A magia de descobrir o novo
A alegria de sentir a preciosidade de um momento

Gosto dos detalhes que ninguém repara,
Do que passa despercebido:
O gesto simples
O sorriso sincero
A mão que afaga
O abraço que conforta
A palavra que acalma
O sonho de ser feliz

A vida mexe
E a essência se perde
Resgatá-la é desafio que tenho
Vezes é como tentar deter o vento
Que passa e carrega consigo sonhos e amores
Vezes é como se esse mesmo vento
Mostrasse o caminho
Que as boas palavras traçaram

Quero de volta a simplicidade dos sentimentos
A inocência das crianças
A essência vida
A aurora das coisas


Escrevi esse texto em 2008, inspirada na música "Aurora das coisas" (Tó Brandileone / Leo Bianchini / Vinicius Calderoni). Ouça esta música cantada por Dani Gurgel, no site dela. 

3 comentários:

Carol Freitas disse...

Gentem! Que LINDO isso!! Carol, adorei te saber em versos!!! Poesia é isso: é vontade :)

Beijo!!

daiane disse...

Tem conheço muito pouco em versos também...Queria conhecer mais! Adorei!

Carol Vidal disse...

Eu tenho lá minhas dificuldades de escrever em versos, meninas. Por isso vocês quase não me conhecem assim. Gostaria de conseguir escrever mais assim, mas esse deve ser um dos poucos textos em versos que tenho.

Mas, fico feliz que ele tenha agradado! :)

Um abraço apertado em cada uma de vocês!