domingo, 26 de setembro de 2010

Rascunho


Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão. Mas, que maldade contar-me assim. Deveria ser proibido destruir os sonhos de uma pessoa com a cruel realidade. A verdade, no entanto, é que nem todos compartilham da ideia de que a vida pode ser muito mais colorida, se assim o quisermos. Basta que pintemos as cores da alegria, da paz, da compreensão, da harmonia. E pronto: eis um lindo quadro do que a existência poderia vir a ser.

Mas, em meio a guerras cotidianas, deixamos de lado a tela da vida feliz e encaramos cores escuras, recheadas de medo, egoísmo, orgulho ferido e incompreensão. É como se jogássemos uma tinta preta em cima de nossos sentimentos, a ponto de nada mais enxergamos, a não ser a escuridão da dúvida.

Felizes daqueles que conseguem redescobrir as cores e redesenhar suas vidas, revelando, pouco a pouco, o que ficou escondido. Felizes daqueles que, com um novo pincel chamado esperança conseguem remodelar a tela de suas vidas, dando novas cores ao vazio interior que cada um de nós carregamos. A esperança é um oásis no deserto, uma luz no fim do túnel, a garantia de que, a cada dia, nos é apresentada uma nova tela, uma nova oportunidade de fazer diferente.

Afinal, por que falar das pedras do caminho se podemos andar? Tudo é uma questão de ponto de vista e reflexão. E é sempre melhor encarar as situações pelo lado positivo, e ver uma nova chance no dia que vem, em vez daquela que perdemos no dia que se foi. Escolher novas cores mesmo se o que tem a nossa volta á um preto-e-branco sem sentido. A vida é bela, mesmo na mais desafiante aparência do medo.

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