terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Por um 2011 mais verdadeiro

O que Ano Novo e Matrix têm em comum? Bem, eu não saberia responder a essa pergunta se ela me fosse feita antes do dia 2 de janeiro. O fato é que “analfabeta funcional cinematográfica” que sou (aquela que sabe da existência dos filmes, conhece as histórias, mas nunca os assiste), ainda não tinha assistido Matrix antes da data citada anteriormente (resolução para 2011: visitar mais a locadora). Mas, como nada na vida é por acaso, acho que assisti no momento certo. E o que entendi do filme se encaixa perfeitamente nas situações que vivenciei no meu Reveillon.

Fomos, eu e Dai (a baiana mais querida do Brasil), para Copacabana passar nosso Ano Novo, já que ela nunca tinha passado tal data aqui no Rio, e resolvemos ficar no posto 3 (palco principal) para assistir ao show de sua conterrânea, Daniela Mercury. Tudo muito bom, tudo muito bem. O show foi legal, a queima de fogos foi linda (com direito à música instrumental e a zorra!), mas eis que chega a hora de voltar para casa. Como todos devem imaginar, Copa estava super cheia, mas até então, nenhum incidente tinha acontecido. Até que, enquanto caminhávamos de volta à calçada, três criaturas (que estão mais  para jumentos que seres humanos) resolveram começar a empurrar, e pronto: a confusão se instaurou. Quase morremos esmagadas/pisoteadas, mas entre mortos e feridos, salvaram-se todos (inclusive minha esperança de que esse ano será diferente e que as pessoas - incluindo-me nesta lista! – serão melhores).

Mas, voltando à Matrix... Diante do que aconteceu em Copacabana, esse filme teve significado especial para mim. Mais do que isso: tive a prova de que as pessoas realmente vivem iludidas, presas em seus mundos, sendo incapazes de olharem para as outras. Sabe aquela história de “farinha pouca, meu pirão primeiro”? Pois é assim que as pessoas vivem: em um egoísmo sem fim. Neste Reveillon, eu tive a prova de que muitas pessoas ainda não conhecem a verdadeira vida e os verdadeiros valores – caridade, paciência, compreensão, entre tantos outros – e agradeci a Deus por não estar mais no patamar das pessoas que “empurram” as outras para tirarem vantagem. Ou por pura diversão (ou perversidade), o que é muito pior, e foi o que, infelizmente, eu vi acontecer. Porque as três criaturas não estavam empurrando para ajudar a passar alguém que estava passando mal, faziam isso por puro divertimento, pelo prazer de causar tumulto. Por mais que eu só esteja milímetros a frente deles, em termos de evolução e conhecimento da verdade, eu já estou feliz. Pelo menos alguma coisa sobre a vida eu já devo ter aprendido, pata ter me chocado com a cena que vi. Porque ainda teve aquelas pessoas que estavam no conforto de sua área vip, dançando e bebendo como se nada estivesse acontecendo – e a confusão estava a centímetros delas. Solidariedade para quê, né?

Ano novo, vida nova. É isso que eu espero que 2011 traga: a boa nova. Há muita gente ainda precisando conhecer a verdade e acordar para vida, em vez de viverem imersas na matriz de grande parte dos problemas: o materialismo (que traz consigo duas grandes chagas: o orgulho e o egoísmo). É, ainda temos muito o que evoluir. Posso não ser capaz de acabar com a “Matrix”, mas espero poder fazer, pelo menos um pouquinho, a diferença para essa mudança que desejo.

4 comentários:

Carol Freitas disse...

A vida e suas lições implícitas...
A salvação é que ainda existe gente como vc que consegue enxergá-las.

Que nada nos limite!

Beijo!

Danny Reis disse...

Boa, Carolzita! Adorei sua visão das coisas! A gente vai evoluindo, né? Pena que nem todo mundo acompanhe esse desejo de evolução. Mas...
Enfim, que em 2011 possamos pelo menos desejar!
Feliz ano novo!!!
Beijão!

João Lima disse...

oi carol! perdoo seu atraso em ver matrix por ter escrito esse texto rsrs mt boa observação! bjs

ps. (1) eu tbm estava lá e passei por algo parecido (2) dica: veja tbm os outros filmes (não são tão bons quanto o primeiro mas dão continuidade e fim à história)

Carol Vidal disse...

Oi, João

Eu vi os outros 2 filmes tb... Aliás, tenho até que escrever sobre isso aqui... ;)

Beijos